Desde algum tempo antes do casamento pensei em fazer um convite por escrito aos padrinhos. Nada contra convidar pra jantar e fazer o pedido formal, oralmente, mas eu queria mesmo fazer um negócio bem meloso, bonitinho, que mostrasse a importância dessa função, e tinha que ser por escrito. Nem que fosse pra entregar pessoalmente, esperar calmamente a leitura e só depois perguntar oralmente a resposta, mas estava decidida a botar o convite no papel! Usando o desenho que acabou virando a logomarca do casamento (porque estampou de tudo, lembrancinhas, menus, caixas, cartões de agradecimento, etc.), os ursinhos noivos, comecei a fazer esboços de como gostaria que ficasse. Primeiro pensei em algo mais informal, com um toque de humor, começando com um “Parabéns, você foi escolhido para ser nosso padrinho de casamento!”. Cheguei até a fazer um esboço, mas depois vi que não era a nossa cara. Aí tentei eu mesma criar um texto, mas não saía nada. Aí escarafunchei minha caixa de entrada de e-mails (cheio de coisa velha, mensagens antigas, da época em que eu ainda abria arquivos PPS, a maioria com textos de “autor desconhecido”), peguei um texto daquele que a gente recebe por e-mail e nunca repassa, acrescentei palavras de minha autoria, agreguei parte de meu discurso de formatura "aos amigos" e saiu um texto muito interessante. Mesmo atentando contra eventuais direitos autorais não declarados de outras pessoas, algumas frases apenas, tive que fazer essa miscelânea, pois queria um texto únicúnico, adequado tanto a parentes quanto a amigos, e precisava de alguma inspiração. O duro foi responder quando o padrinho/madrinha perguntava se o texto era meu. Respondia com um sorriso que parte dele sim, e outra parte foi objeto de inspiração de outros autores. Para o texto, caprichei nas fontes, usei a Amaze, com as maiúsculas da Heather, em diferentes tamanhos. Após vários modelos de layout, cheguei à arte final, aprovada pelo meu marido, então noivo, minha mãe e minha irmã. Imprimi em papel couche 180g, dobrei em 3 partes, como se dobra um envelope do Oscar (sempre procurando não fazer a dobra bem em cima dos ursinhos), recortei a parte que exasperava a margem, e planejei envolver com uma fitinha. Tentei, achei mixuruco e quis inventar um envelope.
Mensagem inicial: "Na vida tudo significa alguma
coisa. De cada gesto tiramos lições. Aprendemos a respeitar o próximo e a
valorizar nossa família; os pais e irmãos, e os primos e tios que sempre estão
indo e vindo em nossas vidas, provando que o tempo passa, mas certas coisas
nunca mudam. conhecemos nossos limitens e nossos amigos; os de perto e os de
longe, alguns muito amigos; outros também. Vemos em cada pessoa o que há de
melhor. Concretizamos sonhos, transformamos gestos em sentimentos, trizteza em
alegrias, dor em vitórias. E continuamos nossa caminhada, a cad dia uma nova
jornada. Enquanto respiramos, superamos; alcançamos ideais. E novas metas
criamos cada dia. Pois a vida é eterna procura, mas também eterno aprendizado.
Caminhemos, então, de mãos dadas. Assim a vida fica mais bonita, segura e
tranqüila. Porque temos a certeza de que sremos amparados e amados a todo
momento."
Usei o mesmo arquivo e alarguei as margens do convite, tirei o texto e imprimi uma folha em branco só com as margens. Cortei o branco de fora das margens, dobrei em 3, colei a parte de baixo e fiz um envelope. Pra lacrar, fitinha/corda de cetim formando um lacinho. Claro que tive que levar o convite no armarinho pra encontrar uma fitinha com a cor exata da margem. Não achei fita, tive que comprar a cordinha, mais difícil de trabalhar, mas até que ficou legal.
Foi muito bom entregar esses convites. Algumas madrinhas liam com lágrimas nos olhos, alguns padrinhos se assustavam ao perguntar quem fez e ver que tinha sido eu (outros nunca perguntaram e acham até hoje que gastamos horrores com gráficas pra tantos projetos casamentícios em papel no casamento). Os que tivemos que mandar pelo correio foram igualmente bem recebidos. Antes mesmo de ligarmos confirmando a entrega, já recebíamos uma ligação de aceite e agradecimento. Faria tudo outra vez, do mesmo jeitinho.