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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Lembrancinha de Chá de Panela – Bolo Colchão de Noiva (na Marmitinha!)

O Bolo Colchão de Noiva é uma receita que está na família há algum tempo. Lembro de comer esse bolo na casa da vovó Dide, na casa da minha tia Joiri, e na casa de meus pais desde que consigo me recordar. Lembro até que esse bolo já foi servido embalado em papel alumínio em nossos aniversários de criança, bem à la anos 80. Naquela época, ou se fazia uma festa simples, e aí o bolo era de chocolate com granulado por cima e confeito de confete, e as garrafas de refrigerante de vidro faziam parte da decoração da mesa, ou se fazia uma festa mais carinha, com enfeites enormes alugados em casas de festas especializadas. Normalmente os pais alternavam os anos de festas simples com anos de festas temáticas, dependendo do número de filhos e do plano econômico da vez. Nas festas mais elaboradas, com enfeites alugados, não tinha espaço pra mesa de bolo, e os enfeites já vinham com um receptáculo vazio com tampa no meio dos bonecos, pra guardar pedaços de bolo pronto a serem entregues depois do parabéns. E era aí que entrava o Bolo Colchão de Noiva, já que o bolo de chocolate com cobertura de granulado era pras festas dos outros anos, um bolo de coco era perfeito pra ser embaladinho e distribuído. Mas lembro que mesmo com o alçapão, minha mãe preferia guardar esse bolo na geladeira até a hora de distribuir pra criançada, pois ele é muito mais gostoso geladinho. Fazia muito sucesso.

A idéia de servir Bolo Colchão de Noiva no chá de panela da minha cunhada surgiu "do nada", e nem sei de quem foi. Estávamos conversando eu, minha mãe e minha irmã, e contei qsobre a idéia das marmitinhas pra dar de lembrancinha, mas não sabia o que colocar dentro. Minha mãe sugeriu docinhos, minha irmã sugeriu uma fatia de bolo. Gostamos da idéia do bolo, e lembramos do Colchão de Noiva, que tem a ver com o tema do chá, mas estava há algum tempo esquecido. Minha mãe teve então a idéia de assar o bolo direto no marmitex, já que era de papel alumínio grosso, e de dar de lembrancinha também a receita do bolo. De cara, já gostei demais.

Alguns dias antes deixei pronta a arte das embalagens: na tampa, o mesmo tema do convite, com um cartãozinho anexo contendo a receita do bolo.

Um dia antes do chá, compramos os ingredientes e colocamos a mão na massa.

Ao todo, fizemos 1 receita e ½, e renderam 28 marmitinhas. Mas por serem porções individualizadas, tivemos que dobrar a calda e o coco ralado.

Cada fornada saía de um jeito, e até na mesma fornada os bolos se diferenciavam: uns mais douradinhos, outros mais clarinhos; Tivemos 2 baixas, usadas pra testes, mas ao final todas as demais foram aprovadas.


Só lembrei de fotografar o passo a passo quando já tinha assado grande parte da receita, mas pelo menos não faltaram fotos dos marmitex prontos pra receber a calda, uma foto em que eu apareço, e fotos deles prontos!



A receita é fácil, e não posso deixar de colocar aqui!


Bolo Colchão de Noiva


- 6 ovos

- 3 xícaras de açúcar

- 3 xícaras de farinha de trigo

- 1 xícara de leite fervendo

- 1 colher de fermento em pó


Bater as claras em neve; juntar as gemas, o açúcar, a farinha, o fermento e por último o leite fervendo. Untar uma forma com manteiga e farinha e assar o bolo em forno pré-aquecido a 200º C. Quando o bolo começar a subir, abaixar para 180ºC.


Calda

- 1 lata de leite condensado

- 1 lata de leite

- 1 garrafinha de leite de coco

- 1 pacote de coco ralado


Furar a superfície do bolo ainda quente com um garfo. Mexer bem os ingredientes e regar o bolo fartamente com a mistura. Para finalizar, cobrir a superfície com coco ralado hidratado em um pouco de água.


Uma vez prontos, fechamos as marmitinhas, amarramos o cartãozinho com a receita e um coração de tecido, e deixamos na geladeira até a hora de decorar o chá. No salão, coloquei- as marmitinhas empilhadas em uma mesa, à vista dos convidados, ora fazer parte da decoração. Entregava em mãos para quem se despedia ao final.



sexta-feira, 21 de maio de 2010

Um buquê "in memoriam"



Recentemente, conheci virtualmente uma noiva que perdeu sua mãe pouco depois de seu noivado. Ela disse ter visto uma foto de um buquê que tinha em seu cabo uma pequena foto antiga emoldurada, e não conseguia encontrar a foto, sendo que queria fazer algo parecido em seu casamento, para homenagear sua mãe. Além da homenagem, a foto seria a presença memorial, que lhe daria forças para enfrentar um momento tão importante sem ter sua mãe do lado. Fiquei tocada com a história, e emocionada com a homenagem, e resolvi encontrar a tal foto. Após algumas procuras, usando a palavra "frame", quase não achava nada. Encontrei depois uma foto em que, em vez de uma moldura, foi usado um relicário. Descobri então, que a palavra relicário em inglês é "locket", aí encontrei vários modelos. Parece que nos Estados Unidos é comum usar "frames" e "lockets" na haste do buquê, presos com a mesma fita que decora a haste, para homenagear pessoas. E isso tanto por noivas que perderam entes queridos, quanto por aquelas que simplesmente querem relembrar o casamento bem sucedido de seus pais.

Fica, então, a inspiração para quem quer fazer essa singela e importante homenagem. Seja para lembrar de alguém que já se foi, seja para homenagear aqueles que gravaram na mente o significado de um casamento verdadeiro.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Estampando um coração


Há bastante tempo, sempre que vou a lojas de artesanato ou de confeitagem, quase compro um stencil. Mas sempre acabo mudando de idéia, por não saber ao certo quando ou onde vou usar. Um stencil não é lá daquelas coisas que a gente quer ter, mesmo sem saber quando vai usar...Tem que ter algo em mente, e eu nunca tinha. Até que um dia fiz uma tortinha de chocolate em que a cobertura era o próprio ganache de chocolate, e mais nada, e achei que faltava algo. Fiz meia-receita pra testar, e rendeu uma torta média e uma míni. A média servi para 2 amigos que nos visitaram de surpresa, e nem tive tempo de mirabolar sobre o que faltava no topo, mas a pequenina ficou lá, esperando um algo mais. Bem...Chocolate é sempre bonito, mas porque não mais chocolate? Quem sabe um coração de chocolate em pó? Pra isso precisava do tal stencil que eu nunca comprei! Com a mesa semi-posta, guardanapos de papel por ali, a tesoura que usei pra cortar a fitinha também, e as duas idéias se juntaram: vou fazer um stencil de guardanapo! Cortei um coração, deixei o guardanapo vazado e tava pronto o meu stencil descartável. Aí foi só usar uma peneirinha pra distribuir o chocolate, remover o guardanapo com cuidado e tava pronto. Ficou lindo na hora, e também depois de levar pra gelar (o chocolate deu uma escurecida, ficou úmido por causa da massa, mas mesmo assim o coração ficou todo lá). Depois disso, já comprei um stencil de 10X10 bem bonitinho, mas mesmo procurando não achei um com um coração que me agradasse. Como o guardanapo é puro improviso (até porque é bem mole e pode se rasgar ou verter as sobras de pó em cima da figura quando é retirado), vou partir para o acetato, que dá firmeza e pode-se lavar e reutilizar sempre, e fazer meus próprios stencils culinários. Mas fica pra próxima.
Só pra acrescentar, o stencil é utilizado na culinária, para polvilhar chocolate, açúcar, castanhas moídas, xerém, etc., em cima de bolos, tortinhas, pratos de sobremesa (do ladinho da sobremesa posta), e também no artesanato, aplicando-se tinta com esponjinha no local desejado.

Chocolate truffled tart (traduzida e adaptada de mytartelette.com):


Massa

100g de margarina em temperatura

ambiente

3 colheres (sopa) de açúcar

1 ovo

3 colheres (sopa) de Chocolate em Pó

2 xícaras (chá) de farinha de trigo

Com a ponta dos dedos, misture a margarina juntamente com o açúcar, o ovo, o chocolate em pó e a farinha. Amasse bem até obter uma massa homogênea. Embrulhe com filme-plástico e leve à geladeira por cerca de 10 minutos. Forre uma forma redonda de fundo removível de 24cm com a massa e faça pequenos furos nos fundos com a ajuda de um garfo. Leve para assar em forno médio (180ºC), pré-aquecido, por cerca de 15 minutos, ou até que as bordas estejam douradas. Você saberá que a massa está pronta quando ela der uma leve retraída e desgrudar um pouquinho das bordas. Ela deve se soltar facilmente. Não deixe assar demais pois ela voltará ao forno para se assar o recheio.


Recheio:

240 g de chocolate meio amargo

170 g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente

30 g de açúcar

60 ml de café forte

4 ovos

Reserve o chocolate em uma tigela média. Em fogo médio, aqueça a manteiga, o açúcar e o café até quase ferver. Jogue a mistura sobre a tigela com o chocolate, sem mexer por 2 ou 3 minutos. Mexa levemente até ficar homogêneo. Adicione os ovos um de cada vez misturando rapidamente até homogeneizar. Coloque a mistura nasformas e asse por 20 minutos. Deixe esfriar completamente.


Ganache

120 g de chocolate meio amargo

40 g ou 1/3 de xícara de creme de leite fresco

28 g de manteiga sem sal em temperature ambiente

Reserve o chocolate em uma tigela média. Em fogo médio, aqueça o creme de leite até quase ferver. Derrame o creme sobre a tigela com o chocolate, sem mexer por 2 ou 3 minutos. Mexa e incorpore a manteiga ao mesmo tempo, até que a ganache fique bem aveludada. Divida a mistura na forma e alise a superfície com uma espátula. Deixe gelar até a hora de servir.

Pode usar creme de leite de caixinha, mas aí tem que derreter o chocolate com a manteiga no microondas e acrescentar o creme de leite depois.

Já fiz essa receita usando formas menores. Rende 10 tortinhas de 6 cm cada ou 3 tortinhas de 10 cm cada (foto).


segunda-feira, 15 de março de 2010

Mini-Cheesecake de morango - Recette!


Atendendo a pedidos de algumas noivas aqui nos comments e por e-mail, estou postando a receita dos mini-cheesecakes de morango que fiz pro meu aniversário. Da primeira vez que fiz, peguei a receita no site da Simone Izumi, e fiz à risca, com a calda de blueberries (mirtilos) que ela ensina, mas sem ser em potinhos, usando uma forma redonda. Ficou delicioso! Mas dessa vez decidi que não usaria blueberries (os que comprei no mercado por uma pequena fortuna eram muito doces, e não tinha o azedinho que uma calda de cheesecake pede), aí resolvi repetir a receita, dessa vez usando calda de frutas vermelhas.
Mas é importante lembrar que os potinhos devem ficar refrigerados até serem consumidos. Eu mesma não resisti à tentação de colocá-los na mesa do bolo, e como ficaram lá por algumas horas, amoleceram e perderam a consistência e parte do sabor. Não recomendo!
Segue então o passo-a-passo, ops, digo, a receita!

Massa:
125 g de biscoitos do tipo leite e mel
75 g de manteiga sem sal em temperatura ambiente
Triture os biscoitos no processador; junte com a manteiga até obter uma massa.
Divida nos potinhos colocando porções levemente, sem pressionar contra o fundo.

Recheio
300 grs cream cheese
1 colher de chá de suco de limão
60 grs de açúcar de confeiteiro
1 colher de chá de baunilha
250 ml de creme de leite fresco

Para o recheio, bata o cream cheese e adicione o suco de limão, o açúcar de confeiteiro e a baunilha.
À parte, bata o creme de leite fresco até o ponto de chantilly (com picos moles; não bata mais para não virar manteiga).
Junte as duas misturas e homogeinize.
Divida a mistura nos potinhos e leve à geladeira enquanto prepara a calda.

Calda:

240 ml de geléia de frutas vermelhas, morango ou framboesa
suco de 1/2 limão
1 colher sopa de rum
2 colheres de sopa de água
açúcar, se necessário

Misture todos os ingredientes em uma panela e leve ao forno até reduzir um pouco.
Deixe esfriar um pouco antes de utilizar, sem colocar na geladeira para não endurecer antes da hora. Colocar no copinho por último. Se sobrar calda, é só congelar.

Rende aproximadamente 30 copinhos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Meu aniversário - Preparativos - Plaquinhas


Para ajudar os convidados a identificarem o que querem comer, e até para evitar o desperdício (quem nunca mordeu um bolinho de azeitona pensando que era de ovo de codorna e deixou pela metade?), resolvi fazer plaquinhas de identificação para os comes e bebes a serem servidos.

Já tinha feito essas plaquinhas pra colocar nos patês no aniversário de minha cunhada, pois não tem nada mais desagradável do que convidado levando o pote inteiro de patê até o nariz, pra sentir o cheiro e saber se é de atum ou de frango, então resolvi aproveitar a ocasião e investir nas plaquinhas.

Fiz a arte com um desenho de alguns cupcakes em um suporte, moldura rosa e espaço para os dizeres no powerpoint (o desenho ampliado pode ser visto aqui), e em separado escrevi os itens, para serem recortados e inseridos posteriormente. Deixei pra imprimir os dizeres por último, pois sempre tem uma variaçãozinha de última hora no cardápio). Imprimi tudo em papel-cartão e usei E.V.A. para fazer a colagem dos dizeres em relevo. Para os patês fiz plaquinhas com palito, e para os itens de mesa placas com suporte atrás, estilo calendário de mesa.

Ficou mimoso. Muitos elogiaram. Outros falaram que era desnecessário, e reclamaram do meu excesso "de trabalho". Mas se fiz por que quis e gostei, tá aprovado!

Aqui se podem ver duas delas, dando nome aos cupcakes e aos mini-cheesecakes de morango:


quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Meu aniversário – Preparativos – Mini-abajur de mesa


Desde que postei sobre o mini-abajur de mesa fiquei doida pra fazer um. Aí com meu aniversário chegando, com o fato de ter pouca luz na área externa do salão, e ainda por querer muito fazer uma decoração com velas, resolvi fazer mini-abajur pra centro de mesa.
Como suportes, usaria um jogo de taças de vidro que tenho. Infelizmente, uma delas certo dia apareceu misteriosamente quebrada em minha cristaleira, aí como o jogo já estava incompleto, não preocupei tanto com eventuais acidentes com as demais taças.
Tinha em casa folhas de papel para decoupage com estampa de zebra (comprei há um tempão pela internet pra aproveitar algum frete de alguma coisa que eu realmente precisava) e resolvi usar pra fazer as cúpulas.


Fiz um molde da estaca zero em papel sulfite remendado com durex (uma folha A4 só não dá pra conseguir a curvatura), e depois risquei os moldes na folha de zebra.



Recortei e colei as extremidades com cola bastão, sempre medindo a curvatura na taça, pra não deixar aparecer o bojo do copo por baixo, e pra não ficar aberto demais tampando a haste.
Ao terminar a cúpula, vi que faltava alguma coisa. Sim, um arremate. Sim, algo com fita preta n.0.


Passei então cola branca na boca de cima e fui colando a fita aos poucos.



Dá umas ruguinhas no papel, por causa da cola e da colagem em curva, mas nada que comprometa o resultado.



Fiz o mesmo na parte debaixo, mais fácil pois a curvatura é mais ampla:


Aí foi só encaixar e esperar pra usar:

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Delicadezas para o banheiro feminino II

No meu casamento fiz questão de personalizar, enfeitar e dar um toque de delicadeza no banheiro feminino. Transformei a tradicional caixinha de utilidades e primeiros socorros femininos em uma mini-penteadeira, e cuidei de alguns itens a mais. Aqui vamos falar de algo que vai além, de casamentos onde os banheiros femininos são objeto de uma decoração à parte, com direito a flores, velas, essências, toalhinhas bordadas com monograma dos noivos e alguns enfeitinhos mais. Nada mais justo para um local pelo qual passarão cerca de 50% dos convidados (os mais exigentes e observadores) da festa, e onde muitas vezes há muito bate-papo e descontração!
Uma coisa a se lembrar é que esses itens fazem parte da decoração do banheiro, e, salvo aqueles que estão ali para serem desfrutados (como remédios, balas, lenços), os demais não devem ser levados pelas convidadas. Senão perde a graça!
Em cima da pia, além da caixinha e do arranjo de flores, uma torre de toalhinhas de mão amarradas com fitas rosa seco e marrom bem encostadinha na parede, perto de toalhinhas de mão com iniciais dos noivos bordadas e flor de tecido, e de outras duas toalhinas de mão penduradas em um suporte de madeira que é uma graça.
Logo na entrada do banheiro, uma maçaneta com um mimoso coração de tecido todo com aplique de flores, fitas e renda. Não duvido nada ter até cheirinho. Embaixo da bancada da pia algumas velas (confesso que tenho medo de velas em locais próximos ao chão, ainda mais quando penso que saias de tecidos sintéticos vão passar ali pertinho). Em um espelho central, uma pequena prateleira com sachets, vasinho e cestinha com balas, e ainda um difusor de essência de varetas. As flores de tecido imitam as peônias, e são muito bonitas. Apesar de ser outro banheiro de outro casamento, dessa vez decorado em rosa-chá, nessa foto dá pra ver melhor o suporte das toalhinhas de mão, que ainda ganharam um aplique de flores brancas.

Nesse banheiro o charme do lilás e do rosa combinou com o verde e o branco. O cachepô tipo aquário foi forrado com fitas e flores e recheado de toalhinhas bordadas com as iniciais dos noivos. A rosa no topo deu o toque final. Adorei a torre de papel higiênico com fitas dentro da bandejinha, que também guardou essência em spray, contas e conchinhas. Em outra bancada, mais toalhinhas e muitas balas.

Todas essas mimosidades foram fotografadas por Edson Beline, SC/Brasil.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Um "outros eventos" especial



Falando em outros eventos, recentemente aconteceu o noivado do meu irmão. Ele optou por um jantar somente para pais e irmãos dos noivos, e nos reunimos em um restaurante fino e elegante que eles escolheram. Por lidar diariamente com esse tipo de evento, o restaurante oferece a própria decoração e personalização do evento (ou seja, não sobrou nada pra eu, minha mãe e minha irmã fazermos, a não ser nos produzirmos e festejarmos!). Em cada parte da mesa-banquete, havia uma pequena cumbiquinha de vidro, com acabamento rendado, com água e uma rosa vermelha dentro, sem a haste. Os cardápios, apesar de personalizados, foram confeccionados pelo próprio restaurante e oferecidos em cortesia. Pra compensar o fato de que dessa vez não teve "mão na massa", depois da troca das alianças eu, meu marido, minha mãe, minha irmã e meu cunhado começamos a fazer algumas fotos originais das alianças, meio que disputando qual seria a melhor.
E não é que surgiu uma idéia legal de porta-aliaças para dia do casamentor? Juntei 2 rosas em uma única cumbuquinha e coloquei uma aliança em cada rosa. Bem, eu gostei, e acho que substituiria a tradicional almofadinha do pajem com louvor, levando graciosamente e com um toque de romance as alianças ao altar!


Aproveito para dar mérito ao meu cunhado, que apostou em uma foto com um taça de água e uma de coca-cola que ninguém deu crédito, mas que em preto e branco (onde coca e vinho são iguais!) ficou mesmo muito interessante!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Menus diferentes

Para quem quer fugir do tradicional menu em formato de livro colocado entreaberto em cima das mesas, seguem três opções:

1. Menu-porta-guardanapo: enquanto prende o guardanapo de tecido em cima da mesa, ainda informa ao convidado o que será servido. Esse da foto tem três faces, uma com as entradas (starter), e suponho que as outras faces contenham o prato principal e a sobremesa. Gosto demais desse! Não é tão bonito, não tem fofurices, mas é muito legal...

2. Menu-picolé: servido no palito, e decorado com fita de organza. Acho que ficaria melhor se pudesse ser visto na mesa de pé, seja "espetado" em algo, ou apoiado em um suporte, uma taça, um copo. (Sei não, mas esse da foto parece mesmo menu de restaurante, uma coluna com os pratos, outra com os preços! Será?)

3. Menu-sousplat: tudo bem que o sousplat vai embaixo do prato, e não por cima/dentro dele, mas gostei desse nome e é assim que vou chamar. Esse é bem brasileiro, a foto foi tirada pelo fotógrafo Edson Beline, de Santa Catarina, e está tão nítida que dá até pra saber que nesse menu as categorias são Entrada, Pratos frios, Pratos Quentes, Acompanhamentos, Sobremesas e Bebidas, e os títulos foram escritos com a fonte Scriptina. Como é bem clean, a fofura fica por conta dos guardanapos presos com fitinha de cetim e uma florzinha branca. Esse menu nem precisa ser restrito para festa com jantar completo não. Em festas estilo coquetel, ele pode ficar na mesa, em frente a cada uma das cadeiras, como se fosse o próprio prato. Ah, assim também fica legal...

Os modelos tradicionais em forma de livro e o de picolé podem ser feitos em menor número, 2 por mesa está ótimo. Mas se for os modelos 1 ou o 3, aí é um menu por convidado. Até que isso é bom, até para os modelos tradicionais, pois tem gente que gosta de levar essas coisinhas de souvenir, aí já se garantem com o menu na bolsa no começo da festa e os pobres convidados que restaram na mesa pois chegaram depois (ou não ligam pra souvenir ou se contentam com os bem-casados) ficam sem saber o que vão comer a noite toda...
Aconteceu isso em meu casamento: um monte de gente levou menu pra casa e um monte de gente nem viu. Quem diz que noiva não repara em nada, ih, tá enganado! Quando passei para fazer os cumprimentos nas mesas vi algumas bolsinhas de festa com menus escondidinhos por baixo! Tá, fiquei um pouco lisonjeada (poxa, fazer algo digno de uma pessoa querer levar pra casa, que honra!) mas se soubesse disso, teria feito mais...!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Papéis para bandeja

Em inglês são conhecidos como doilies, em português, acho que é "papel para bandeja" mesmo, ainda que seja para pires, souplats, pratos. Ou seria papel rendado? Nem mesmo na embalagem vem o nome desse papelzinho delicado de muitas utilidades. Então vamos a algumas idéias. Primeiro, uma pra casamentos, claro!
Cone de papel rendado, para ser preenchido com pétalas ou arroz, para os convidados jogarem nos noivos na saída da igreja. Aqui se usou apenas metade de um papel redondo. Para cones ainda mais estreitos, dá pra usar ainda menos, ¼ por exemplo, fazendo render mais! O cone não pode se muito grande, deve conter a porção exata para ser impulsionado para o alto, sem soltar da mão, uma única vez, e assim todo o seu conteúdo se esvairá pelos ares. Por isso tem que ter pouco arroz/pétalas em cada um. A vantagem do cone é que o convidado não precisa colocar as mãos nas pétalas/grãos de arroz, e ficará mais propenso a não jogar na cara dos noivos, e sim para cima... será? Mas de qualquer jeito, vale pela delicadeza e singeleza...
Agora para decoração de um chá de panela, aniversário, ou outros eventos...
Móbile de papel para pires, pendurado com linha de nylon (já fiz desses móbiles com tapetinho pra bombom, que é bem mais leve. Não ficou tão bom quanto, mas com certeza, mais barato):

Flor com 3 papéis redondos de tamanhos variáveis. Arrematando com um botão, pingente, broche, ou qualquer outra coisinha, fica uma decoração e tanto:

Papel quadrado, dobrado para formar um envelope:


Convites com recortes de papel em forma de vestidinho (quem sabe a capa de um livrinho de recados ou de receitas para dar para as madrinhas?):


Para algo mais duradouro, aqui eles foram utilizados em decoupàge, para um bule e latas redondas para mantimentos. Esse papel verde é um enigma, só vejo branco pra vender!



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Convite para os padrinhos

Desde algum tempo antes do casamento pensei em fazer um convite por escrito aos padrinhos. Nada contra convidar pra jantar e fazer o pedido formal, oralmente, mas eu queria mesmo fazer um negócio bem meloso, bonitinho, que mostrasse a importância dessa função, e tinha que ser por escrito. Nem que fosse pra entregar pessoalmente, esperar calmamente a leitura e só depois perguntar oralmente a resposta, mas estava decidida a botar o convite no papel! Usando o desenho que acabou virando a logomarca do casamento (porque estampou de tudo, lembrancinhas, menus, caixas, cartões de agradecimento, etc.), os ursinhos noivos, comecei a fazer esboços de como gostaria que ficasse. Primeiro pensei em algo mais informal, com um toque de humor, começando com um “Parabéns, você foi escolhido para ser nosso padrinho de casamento!”. Cheguei até a fazer um esboço, mas depois vi que não era a nossa cara. Aí tentei eu mesma criar um texto, mas não saía nada. Aí escarafunchei minha caixa de entrada de e-mails (cheio de coisa velha, mensagens antigas, da época em que eu ainda abria arquivos PPS, a maioria com textos de “autor desconhecido”), peguei um texto daquele que a gente recebe por e-mail e nunca repassa, acrescentei palavras de minha autoria, agreguei parte de meu discurso de formatura "aos amigos" e saiu um texto muito interessante. Mesmo atentando contra eventuais direitos autorais não declarados de outras pessoas, algumas frases apenas, tive que fazer essa miscelânea, pois queria um texto únicúnico, adequado tanto a parentes quanto a amigos, e precisava de alguma inspiração. O duro foi responder quando o padrinho/madrinha perguntava se o texto era meu. Respondia com um sorriso que parte dele sim, e outra parte foi objeto de inspiração de outros autores. Para o texto, caprichei nas fontes, usei a Amaze, com as maiúsculas da Heather, em diferentes tamanhos. Após vários modelos de layout, cheguei à arte final, aprovada pelo meu marido, então noivo, minha mãe e minha irmã. Imprimi em papel couche 180g, dobrei em 3 partes, como se dobra um envelope do Oscar (sempre procurando não fazer a dobra bem em cima dos ursinhos), recortei a parte que exasperava a margem, e planejei envolver com uma fitinha. Tentei, achei mixuruco e quis inventar um envelope.

Mensagem inicial: "Na vida tudo significa alguma
coisa. De cada gesto tiramos lições. Aprendemos a respeitar o próximo e a
valorizar nossa família; os pais e irmãos, e os primos e tios que sempre estão
indo e vindo em nossas vidas, provando que o tempo passa, mas certas coisas
nunca mudam. conhecemos nossos limitens e nossos amigos; os de perto e os de
longe, alguns muito amigos; outros também. Vemos em cada pessoa o que há de
melhor. Concretizamos sonhos, transformamos gestos em sentimentos, trizteza em
alegrias, dor em vitórias. E continuamos nossa caminhada, a cad dia uma nova
jornada. Enquanto respiramos, superamos; alcançamos ideais. E novas metas
criamos cada dia. Pois a vida é eterna procura, mas também eterno aprendizado.
Caminhemos, então, de mãos dadas. Assim a vida fica mais bonita, segura e
tranqüila. Porque temos a certeza de que sremos amparados e amados a todo
momento."


Usei o mesmo arquivo e alarguei as margens do convite, tirei o texto e imprimi uma folha em branco só com as margens. Cortei o branco de fora das margens, dobrei em 3, colei a parte de baixo e fiz um envelope.
Pra lacrar, fitinha/corda de cetim formando um lacinho. Claro que tive que levar o convite no armarinho pra encontrar uma fitinha com a cor exata da margem. Não achei fita, tive que comprar a cordinha, mais difícil de trabalhar, mas até que ficou legal.



Foi muito bom entregar esses convites. Algumas madrinhas liam com lágrimas nos olhos, alguns padrinhos se assustavam ao perguntar quem fez e ver que tinha sido eu (outros nunca perguntaram e acham até hoje que gastamos horrores com gráficas pra tantos projetos casamentícios em papel no casamento). Os que tivemos que mandar pelo correio foram igualmente bem recebidos. Antes mesmo de ligarmos confirmando a entrega, já recebíamos uma ligação de aceite e agradecimento. Faria tudo outra vez, do mesmo jeitinho.